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    27 Maio 2009 

    Plasticos Biodegradaveis

                                                   Oficina de reciclagem 

                                                   Plásticos Biodegradaveis
     

        Biodegradabilidade quer dizer a capacidade de um material ser degradado sob a ação de elementos vivos.

       A "degradação" (passagem de um estado de referência a um estado degradado) é uma modificação estrutural do material caracterizado por uma diminuição de suas qualidades e desempenho .

       Na realidade, além dos elementos vivos, é necessário levar em consideração o biótopo do conjunto (orgânico, mineral e climático) necessário para que a biodegradação ocorra.

    Biótopo é o meio complexo onde ocorrem as reações. Nele, devem ser considerados todos os parâmetros físicos (temperatura, pressão, ação mecânica dos ventos, chuva e neve, de alagamentos, ação da luz, ...), a composição química da água, do ar e do solo, além dos parâmetros biológicos (ação dos animais, vegetais e microorganismos).

       A degradação também pode resultar da ação de parâmetros unicamente físicos (deformação, ruptura e modificação da estrutura cristalina sob a ação de pressões mecânicas ou da temperatura).   Ela pode ainda resultar de uma reação química (modificação grande ou parcial da composição molecular sob a ação de agentes químicos ou minerais provenientes de organismos vivos). De forma mais complexa, ela pode ser resultado da combinação de todos esses parâmetros como, por exemplo, a degradação química resultante da ação física da luz.

       A biodegradação não é, portanto, resultado de uma simples ação de microorganismos, porque as condições nas quais eles atuam estão relacionadas com todas as características do meio.

    As diferentes possibilidades de degradação dos polímeros

      

       Se considerarmos a problemática da eliminação dos resíduos sólidos, a simples perda das propriedades de um material, sem redução de sua massa, não possui grande interesse. A perda de massa deve ser quase total.

    ·        A Fotodegradação

    Nesse fenômeno, o fator determinante da degradação é a ação da luz e, mais particularmente, dos raios ultravioleta.

    Todos os polímeros são sensíveis à luz em graus diferentes. Por esta razão, eles possuem aditivos para retardar esse efeito. Da mesma forma, eles podem conter aceleradores de fotodegradação que entram em ação assim que os retardadores sejam consumidos.

    As aplicações mais conhecidas são os filmes agrícolas fotodegradáveis para recobrimento do terreno eí culturas rasteiras. O problema, nesses casos< é que somente a parte exposta à luz se degrada, ou seja, a parte enterrada fica intacta ou fracionada em pedaços, tornando difícil sua extração ao final da cïlheita. Por outro lado, isso acaba!sendo sooente uma fotofragmentação onde as macromoléculas não foram transformadas, mas sim cortadas pela fragilização dos aditivos.

    O resultado é um pó do plástico que estará presente em quantidade quase idêntica à massa de filme utilizada e essa se mistura ao solo cultivado ano após ano. Não há inconveniente para o meio ambiente pois esse processo de eliminação é assimilado, no entanto, não há qualquer vantagem ambiental.

    ·        A Quimiodegradação

    Somente esse modo de degradação é susceptível de modificar a estrutura física do material e de transformá-la em substâncias assimiláveis pelo meio natural.      A maior parte do tempo, ele consiste em uma oxidação, uma digestão ou uma hidrólise, mais ou menos complexa.
    A depolimerização de uma poliamida (PA) ou de um polimetacrilato de metila (PMMA) conduz à transformação completa do polímero, seguindo uma reação química inversa à sua polimerização, em produtos que lembram os monômeros que os originaram, os quais poderiam vir a servir novamente à síntese do mesmo material.

    Esse é um dos processos de "reciclagem química" ou de "valorização das matérias-primas".

    A biodegradação é uma das variedades da quimiodegradação. Os compostos quimicamente ativos (as enzimas, na maior parte do tempo) são, nesse caso, produzidos por parte dos microrganismos.

    Para os polímeros contendo partes biodegradáveis inseridas em suas cadeias macromoleculares, a reação pode ser apenas parcial. Obtemos, então, uma biofragmentação onde o resultado é similar àquele obtido na fotofragmentação.

    A quimiodegradação também pode ser completa. Isso se passa, em geral, nos polímeros hidrolisáveis e que se decompõem, seja em CO2 e água (na presença de Oxigênio), seja em Metano (em meio anaeróbico). Os polímeros melhor adaptados a uma biodegradação completa são os polímeros naturais (celulose, amido, borracha natural, gelatinas) e os polímeros sintéticos que possuam estruturas próximas à essas.

     Os polímeros sintéticos "ditos" biodegradáveis Os polímeros não aromáticos

     

        Eles contém, em sua cadeia molecular, grupos químicos hidrolisáveis. Eles são, então, biofragmentáveis. Mas, salvo aqueles com cadeia molecular curta, as pequenas cadeias obtidas são diferentemente bioassimiláveis. As dificuldades e o tempo de fragmentação são dependentes da formulação.

     Os polímeros aditivados com polímeros naturais  

       A incorporação de um amido de milho altamente disperso em um polímero, servirá, essencialmente, para responder às preocupações de "eco-marketing" porque, apesar dos efeitos anunciados, a eficácia é praticamente nula. Somente uma pequena parte das partículas de amido estarão acessíveis à biodegradação. A maior parte do amido estará preso dentro da massa polimérica.

     Os polímeros "enxertados" com polímeros naturais 

       Eles contém, em proporções diversas, enxertos de amido na cadeia polimérica (em geral do tipo éster em cadeias curtas).
       Os ensaios de degradação se revelaram verdadeiramente decepcionantes. Os mais degradáveis apresentaram propriedades (permeabilidade, estabilidade à água) muito distantes daqueles outros materiais plásticos e muito mais próximos das do papel.

     Os polímeros de síntese intrinsicamente biodegradáveis 

       Eles apresentam, em intervalos muito curtos, os grupamentos hidrolisáveis do tipo éster:

       Poliglicóis e Polilactídeos Família dos produtos bioassimiláveis pelo organismo, utilizados na fabricação de fios cirúrgicos;

     Policaprolactonas Degradabilidade total mais lenta (mais de um ano); 

          Poli hidróxido butirato Síntese bioquímica dos copolímeros;

          Poli hidróxido valerato Degradação aeróbica rápida, anaeróbica mais lenta.

          Podemos, então, agrupar os polímeros biodegradáveis em duas categorias:

     ·        Os verdadeiramente biodegradáveis

    Quase exclusivamente representados por polímeros naturais como a borracha natural, papel, papelão e a madeira. Se trata, no entanto, de polímeros com mercados de aplicação muito especializados.

    As propriedades dos polímeros sintéticos biodegradáveis estão, geralmente, muito próximas da celulose, ou seja, que atende a um mercado muito distante dos materiais plásticos, e mais próximos das aplicações voltadas ao papel e papelão.

    Em razão de seu preço mais elevado, eles não podem ser escolhidos, a não ser em casos muito particulares onde possam trazer características importantes e determinantes (pureza, rigidez, elasticidade, transparência, bioassimilabilidade,...) e que excede às obtidas com o uso do papel ou papelão.

    Por outro lado, as dezenas de milhões de toneladas de materiais plásticos consumidos a cada ano em todo o mundo servem justamente a aplicações nas quais são impostas características essenciais de segurança que tornam muito difícil o uso dos biodegradáveis (proteção de alimentos, construção, transportes, etc.).

    É, portanto, totalmente ilusório imaginar que os biodegradáveis podem vir a substituir os materiais plásticos não degradáveis na totalidade de suas aplicações.

    Conseqüentemente, os mercados tecnicamente acessíveis aos biodegradáveis serão aqueles ligados ao papel, papelão e madeira e, mesmo assim, onde tenham um preço competitivo.

    ·        Os falsos biodegradáveis

    Parcialmente degradáveis ou fragmentáveis, eles não apresentam, a não ser em raras exceções, função outra que não seja a exploração publicitária pseudo-ecológica.
    O cúmulo da exploração abusiva das pretendidas qualidades ecológicas se encontra em certas aplicações dos polímeros hidrosolúveis.

    Fora de seus usos específicos, é injustificada sua aplicação. Algumas vezes, eles são apresentados como tendo a propriedade de "desaparecer" na água sendo, assim, qualificados como biodegradáveis. É, portanto, uma qualificação imprópria. Esses produtos não são biodegradáveis, mas simplesmente solúveis.

    Esses produtos não são biodegradáveis, mas simplesmente solúveis.

    Eles não desaparecem, eles somente são colocados em solução na água e, mesmo esses produtos dissolvidos, são pouco ou nada biodegradáveis. Na realidade, a dissolução somente aumenta os teores de DQO - demanda química de oxigênio e DBO - demanda bioquímica de oxigênio, parâmetros essenciais na medição da poluição das águas.

    A biodegradação como desperdício de um material nobre 

       A biodegradação não permite valorizar o material ao final de sua vida, a não ser uma fração muito pequena dos recursos utilizados.
       A digestão anaeróbica permitiria recuperar um pouco do metano, isso se coletado, mas os plásticos biodegradáveis reagem em meio aeróbico onde não há a formação de metano.

       Os processos de reutilização do plástico normal são incontestavelmente mais ecológicos que os da biodegradação.

       Já o composto obtido após a biodegradação teria uma qualidade muito ruim como fertilizante em razão da ausência dos oligo-elementos e dos compostos de azoto que encontramos normalmente nas biomassas.

       Já os materiais plásticos normais possuem múltiplos modos de valorização: reuso, reutilização, reciclagens mecânica, química e valorização energética. A re-introdução dos resíduos plásticos no ciclo de fabricação de um produto ou de uma energia permite obter redução dos recursos naturais não renováveis muito superior a qualquer coleta de metano proveniente da degradação dos biodegradáveis. Mesmo levando em consideração os conceitos do Desenvolvimento Sustentável, os processos de reutilização do plástico normal são incontestavelmente mais ecológicos que os da biodegradação.

      

    Fonte: www.futurenergia.org


     
    Misleine · 44 vistos · 1 comentário
    25 Maio 2009 

    Tipos de Plasticos

                                                                          Oficina de reciclagem


     

    Para uma melhor reciclagem os vários tipos de plásticos não podem ser misturados, então para o melhor entendimento vamos publicar aqui uma serie de postagens que mostra como identificar os vários tipos de plásticos...não cabe a nos, meros mortais essa separação e sim a triagem das industrias de reciclagem, mas como conhecimento nunca é de mais... 

     
    • PEAD - Polietileno de Alta Densidade
    Produtos:embalagens para detergentes e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas,tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, etc.Características:inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química

    • PEBD/PELBD - Polietileno de Baixa Densidade/Polietileno Linear de Baixa Densidade
    Produtos:sacolas para supermercados e boutiques, filmes para embalar leite e outros alimentos, sacaria industrial,filmes para fraldas descartáveis, bolsa para soro medicinal, sacos de lixo, etcCaracterísticas:flexível, leve transparente e impermeável.

    • PET - Polietileno Tereftalato
    Produtos:embalagens para detergentes e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas,tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, etc.Características: inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química.

    • PP – Polipropileno
    Produtos:filmes para embalagens e alimentos, embalagens industriais, cordas, tubos para água quente, fios ecabos, frascos, caixas de bebidas, autopeças, fibras para tapetes utilidades domésticas, potes, fraldas eseringas descartáveis, etc.Características:

    conserva o aroma, inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura.

    • PS – Poliestireno
    Produtos:potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna daporta), pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, etc.Benefíciosimpermeável, inquebrável, rígido, transparente, leve e brilhante.

    • PVC - Policloreto de Vinila
    Produtos:embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses, sucos. Perfis para janelas, tubulações deágua e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, etc.Características:rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

    • Outros
    Neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA, PA e PC.
    Produtos:solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e deengenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc.
    Características:flexibilidade, leveza, resistência à abrasão, possibilidade de design diferenciado
    Misleine · 29 vistos · 2 comentários
    22 Maio 2009 

    Grande Inauguração

                                                            Oficina de reciclagem


    A idéia inicial do nossa era montar uma oficina, propriamente dita, onde os alunos do curso de Meio Ambiente do ETECAP pudessem construir seu projetos, guardar suas ferramentas e materiais que são utilizados no processo de montagem, infelizmente por uma questão técnica de "falta de espaço", já que os espaços requisitados por nossa equipe já estavam comprometidos para outros fins, à escola não autorizou a montagem da oficina e o nosso proposta inicial teve que ser revista.
        Parte do projeto que fazia parte da oficina seria a montagem de uma biblioteca com a catalogação de meios de reciclagem e reaproveitamento de materiais que seriam destinados aos aterros, tanto de forma artesanal como industrial, então nossa equipe resolveu partir para esse lado. Por questões de permanência, de acessibilidade e de consciência ambiental, o catalogo de papel foi substituído pelo virtual....e aqui estamos nós levando esse projeto em diante.


               
    Misleine · 15 vistos · 1 comentário
    Oficina de reciclagem