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Esse blog é uma iniciativa de um grupo de alunos do curso de Meio Ambiente da Escola Tecnica Estadual Conselheiro Antonio Prado (ETECAP).
Visualização dos artigos postados: Junho 2009
10 Jun 2009
Pequenas soluções para o problema dos pneus

Soluções criativas p/ os problemas com os pneus
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07 Jun 2009
Pneus

BORRACHA E O PNEU
A borracha natural é um polímero obtido da seiva da seringueira, árvore de origem amazônica, mas que ganhou o mundo, principalmente pela rápida adaptação que sofreu quando, na virada do século, foi plantada com sucesso nas florestas tropicais asiáticas.Para sua extração são feitos pequenos cortes superficiais no caule da árvore, através dos quais o látex é captado. Depois de sua coagulação e secagem, este material é aquecido e posteriormente processado com outras substâncias químicas, transformando-se em borracha.Com o passar do tempo, criou-se na Alemanha a tecnologia para fabricá-la artificialmente a partir do petróleo. Apesar de a borracha sintética ser muito parecida com a borracha natural, ela não é tão resistente ao calor e racha com a mudança de temperatura muito rápida. Por isso, os artefatos são sempre constituídos de uma parcela da borracha natural.No Brasil, a maior parte da borracha produzida industrialmente é usada na fabricação de pneus, correspondendo a 70% da produção. Além disso ela pode ser empregada em calçados, instrumentos cirúrgicos (como tubos, seringas e outros produtos farmacêuticos, além de luvas cirúrgicas e preservativos).
Os Pneus
Os pneus foram inventados em 1845, depois que o norte-americano Charles Goodyear descobriu casualmente o processo de vulcanização da borracha, quando deixou cair borracha e enxofre no fogão.Tornaram-se então substitutos das rodas de madeira e ferro, usadas em carroças e carruagens. A borracha além de ser mais resistente e durável, absorve melhor o impacto das rodas com o solo, o que tornou o transporte mais confortável e funcional.A maior parte dos pneus hoje é feita de 10% de borracha natural (látex), 30% de petróleo (borracha sintética) e 60% de aço e tecidos (tipo lona), que servem para fortalecer ainda mais a estrutura.
Produção X descarte
Um estudo feito pela Universidade de Vrije, na Holanda, descobriu que todos os dias são fabricados cerca de 2 milhões de novos pneus no mundo. Isto significa uma produção anual de 730 milhões de pneus (janeiro/1999). Ao mesmo tempo, hoje são transformados em sucata 800 milhões de unidades por ano.No Brasil, em 1993, 0,5% do lixo urbano brasileiro eram de pneus velhos e fora de uso. Hoje são descartados no país cerca de 17 milhões de pneus por ano.
Reciclagem e reaproveitamento
Para recuperação e regeneração é necessária a separação da borracha vulcanizada de outros componentes (como metais e tecidos, por exemplo). Os pneus são cortados em lascas e purificados por um sistema de peneiras. As lascas são moídas e depois submetidas à digestão em vapor d’água e produtos químicos, como álcalis e óleos minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido pode ser então refinado em moinhos até a obtenção de uma manta uniforme ou extrudado para obtenção de grânulos de borracha.A borracha regenerada apresenta duas diferenças básicas do composto original: possui características físicas inferiores, pois nenhum processo consegue desvulcanizar a borracha totalmente, e tem uma composição indefinida, já que é uma mistura dos componentes presentes. No entanto, este material tem várias utilidades: cobrir áreas de lazer e quadras de esporte, fabricar tapetes para automóveis; passadeiras; saltos e solados de sapatos; colas e adesivos; câmaras de ar; rodos domésticos; tiras para indústrias de estofados; buchas para eixos de caminhões e ônibus, entre outros.
Aspectos interessantes
- O Brasil se encontra em 2º lugar no ranking mundial de recauchutagem de pneus.
- Um pneu de avião a jato pode ser recauchutado até 30 vezes.
- A reciclagem e reaproveitamento dos pneus no Brasil corresponde a cerca de 30 mil toneladas (Cempre, 1999).
Outras formas de reciclagem e reaproveitamento dos pneus
- Proteção de construções à beira mar – nos diques e cais; barragens e contenção de encostas, onde são geralmente colocados inteiros;
- Recauchutagem – são adicionadas novas camadas de borracha nos pneus "carecas" ou sem friso. A recauchutagem aumenta a vida útil do pneu em 40% e economiza 80% de energia e matéria-prima em relação à produção de pneus novos.
- Reaproveitamento energético (fornos de cimento e usinas termoelétricas) - cada quilograma de pneu libera entre 8,3 a 8,5 kilowatts por hora de energia. Esta energia é até 30% maior do que a contida em 1 quilo de madeira ou carvão. As indústrias de papel e celulose e as fábricas de cal também são grandes usuárias de pneus em caldeiras, usando a carcaça inteira e aproveitando alguns óxidos contidos nos metais dos pneus radiais.
A queima de pneus para aquecer caldeiras é regulamentada por lei. Ela determina que a fumaça emanada (contendo dióxido de enxofre, por exemplo) se enquadre no padrão I da escala de Reingelmann para a totalidade de fumaças.
Estudos, pesquisas e novas tecnologias
- A RELASTOMER Tecnologia e Participações S.A. desenvolveu um processo cuja característica básica é a recuperação de borrachas vulcanizadas a baixa temperatura (máximo 80ºC), a execução deste processamento na fase líquida e a utilização de catalisador heterogêneo. O produto regenerado apresenta alta homogeneidade, mantendo 75% das características físicas da composição original.
- Um subprojeto interdisiciplinar envolvendo pesquisadores das faculdades de Engenharia Civil e Mecânica da Unicamp propõe uma solução de gerenciamento de pneus descartados. A proposta dos professores Carlos Alberto Mariotoni, Caio Glauco Sanchéz e E. Goulart consiste na construção de um reator de leito fluidizado que processa fragmentos de pneus usados, para a obtenção de subprodutos através de sua gaseificação.
- O Departamento de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) é pioneiro no desenvolvimento de pesquisa relacionada à reutilização de pneus usados em obras de engenharia no Brasil. A PUC-RJ, com apoio da International Development Research Centre (IDRC) e da Geo-Rio e com a participação da Universidade de Ottawa, vem desenvolvendo experimentos de construção de muros de arrimo com pneus e ensaios relativos ao reforço de solos com pneus usados, o que introduz uma resistência e rigidez adicionais aos aterros.
Formas inadequadas de diesposição de pneus e suas consequências no ambiente
- Jogados em terrenos baldios, acumulam, por causa de seu formato, água da chuva no seu interior, servindo de local onde os mosquitos transmissores de doenças, como a dengue e a febre amarela, colocam seus ovos.
- Colocados em lixões, misturam-se com o resto do lixo, absorvendo os gases liberados pela decomposição, inchando e estourando. Acabam sendo separados e abandonados em grandes pilhas em locais abertos, junto a esses lixões.
- Queimados, podem causar incêndios, pois cada pneu é capaz de ficar em combustão por mais de um mês, liberando mais de dez litros de óleo no solo, contaminando a água do subsolo e aumentando a poluição do ar. Saiba então que isto é proibido pela legislação ambiental !
O que pode ser feito?
- Manter os pneus em lugar abrigado ou cobri-los para evitar que a água entre e se acumule.
- Antes de jogar pneus num aterro, furar as carcaças para deixar escorrer a água ou cortá-las em muitos pedaços, para diminuir seu volume.
- RECICLAR, porque: economiza energia - para cada meio quilo de borracha feita de materiais reciclados, são economizados cerca de 75% a 80% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de borracha virgem (nova); economiza petróleo (uma das fontes de matéria-prima); reduz o custo final da borracha em mais de 50%.
- REDUZIR o consumo dos pneus, mantendo-os adequadamente cheios e alinhados, fazendo rodízio e balanceamento a cada dez mil quilômetros e procurar usar pneus com tiras de aço, que têm uma durabilidade 90% maior do que o normal.
03 Jun 2009
Faça a sua parte II

Maçã portatrecos
Material:
- 2 ou mais PET’s brancas (ou outra cor) diferentes
- Tinta plástica nas cores: vermelha (tom escuro e claro), verde (tom escuro e claro). Outras cores também são bem vindas
- Tesoura
- Estilete
- Massa epóxi
- Pincel
- Molde para folha
Modo de fazer:
- Corte o fundo de duas garrafas PET's, de maneira que uma fique mais alta que a outra.
- A garrafa de fundo menor será a base da maçã e a de fundo maior, a tampa.
- Pinte-as com a tinta vermelha.
- Com as partes da garrafa que sobrar, faça as folhas; para isso, use o molde para folha (que pode ser uma folha de uma planta de verdade) e em seguida pinte de verde, como na figura.
- Coloque as folhas presas no fundo que será a tampa da maçã, e pronto, basta encaixar as duas metades e o portatrecos está pronto.
Gargantilha
Material:
- 1 garrafa PET transparente branca
- 1 cordão qualquer
- argolinhas
- 1 canetinha
- 1 tinta plástica vermelha
- 1 preguinho
- 1 martelinho
- Molde de coração (que pode ser desenhado no papel e recortado)
– sugestão: definam o formato dos pingentes da maneira que acharem mais legal.
Modo de fazer:
- Retire a parte do gargalo e do fundo e abra a PET como uma folha de papel.
- Coloque o molde do coração por cima e recorte.
- Com os corações prontos, fure-os usando o prego e o martelo.
- Agora pinte os corações com a tinta plástica vermelha ou como desejar.
- Coloque as argolinhas nos furos feitos pelo prego e prenda-as
- na fita.
- Coloque vários corações ao longo do cordão e pronto, agora é só colocar no pescoço!
Sugestões de variações: pode-se substituir o cordão por uma tira de pano e fazer um cintoou pulseira.
Castiçal
O castiçal é uma peça ideal para uma decoração. Além disso, é útil como suporte para vela. Ao utilizar o castiçal como portavela, não se esqueça de colocar água no recipiente, pois o pet derrete quando colocado sob o calor do fogo.Aproveite a idéia e enfeite sua ceia de Natal com esta peça. Aprenda como fazer este castiçal decorativo.
" Material:
- 1 PET branca
- 1 lixa gramatura 320
- 1 tesoura
- 1 estilete
- 1 tinta dourada dimensional
- 1 canetinha colorida
Modo de fazer:
- Primeiro separe a PET branca e recorte o fundo.
- O recorte pode ser ondulado como na figura.
- Aplique a tinta colorida nas bordas e contorne com a canetinha.
- Depois, recorte a parte de cima da PET, cerca de 10 centímetros abaixo da tampa.
- Lixe as rebarbas e repita o processo feito com a parte do fundo da PET.
- Agora recorte o miolo da parte do fundo da garrafa, do tamanho da boca e encaixe os dois, formando o corpo do castiçal.
- Remende a junção com cola e enfeite.
Fonte: http://www.adamantina.sp.gov.br/recicle/index.php?name=arte&file=index3
01 Jun 2009
Faça a sua parte (Part I)
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Nos seres humanos “normais”, somos tão responsáveis pela Terra quanto as grandes corporações, em quem costumamos colocar a culpa pelo estado em que o planeta se encontra, do alto de nossa “inocência”, costumamos apontar o dedo pra essa ou aquela empresa, ou pra esse ou aquele pais, sempre esquecendo, convenientemente, da nossa culpa. Quando agente não faz nada pra que a situação mude, nos tornamos mais culpados do que qualquer um. Então façamos a nossa parte, não é tão difícil quanto parece. Recicle seu lixo, vá de a pé a padaria, quando possível utilize o transporte publico, opte pelo álcool à gasolina, entre outras atitudes que são medidas simples mas que fazem toda a diferença.
E para quem gosta de artesanato, vamos publicar uma serie de pots que vão ensinar a fazer alguns apetrechos com aquilo que chamamos erroneamente de lixo.
Bolsa / Mochila de PET
Material:
1. Uma garrafa de PET lisa
2. estilete ou tesoura
3. fita de seda ou tecido para fecho e alça (podeseutilizar alça de silicone)
Procedimento:
- Corte o bocal da garrafa
- Corte um dos lados até a metade
- Faça um furo de cada lado, logo abaixo do corte para inserir a alça.Se for feita mochilinha, deve se fazer dois furos na parte de trás também.(No caso da alça de silicone, o ideal é coloca-las com rebites).
- Faça quatro furos (dois em cima e dois embaixo) para a colocação dofecho. (Os dois furos de baixo podem ser substituídos por um botão grande).
- Dobre a aba que sobrou para fazer a tampa de bolsa e feche-a com afita de seda ou utilize um botão.
- Pregue a alça da bolsa tiracolo. Pregue as alças da mochilinha.
Fonte: http://www.adamantina.sp.gov.br/recicle/index.php?me=arte&file=index3
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